sexta-feira, 23 de maio de 2014

José Agripino comunicará a Rosalba Ciarlini da decisão de apoiar Henrique para Governo

Presidente nacional do DEM vai priorizar a chapa proporcional para reeleger, de maneira mais fácil, os deputados estaduais e federal
Rosalba Ciarlini e José Agripino tem opiniões diferentes sobre as eleições de 2014 (foto: Wellington Rocha)
Rosalba Ciarlini e José Agripino tem opiniões diferentes sobre as eleições de 2014 (foto: Wellington Rocha)

Por Ciro Marques

A governadora Rosalba Ciarlini não terá o apoio do Democratas caso queira ser candidata à reeleição. Isso porque o senador José Agripino, presidente nacional do partido, decidiu que o DEM estará com Henrique Eduardo Alves (PMDB) na disputa pelo Governo do Estado, como forma de priorizar a candidatura dos deputados estaduais (José Adécio, Leonardo Nogueira e Getúlio Rêgo) e do federal (Felipe Maia) nas eleições gerais de outubro próximo.

Rosalba Ciarlini e José Agripino tem opiniões diferentes sobre as eleições de 2014 (foto: Wellington Rocha)
Rosalba Ciarlini e José Agripino tem opiniões diferentes sobre as eleições de 2014 (foto: Wellington Rocha)
A confirmação dessa decisão de Agripino teria sido dada a Henrique na noite desta quinta-feira (22), quando o senador esteve em evento na cidade de João Câmara ao lado da chapa encabeçada pelo peemedebista – e que conta também com Wilma de Faria (PSB) para o Senado e João Maia (PR) para vice. Faltaria, para o anúncio oficial, que só deverá acontecer na manhã do dia 2 de junho, quando a sigla vai se reunir e apontar quais são seus rumos para 2014.

Bem antes disso, na manhã de hoje, para ser mais exato, Rosalba e José Agripino já teriam se encontrado na casa do senador, em Natal, e conversado sobre o pleito de outubro próximo. Agripino aproveitou o encontro para antecipar à governadora que deve confirmar o apoio a Henrique, como forma de priorizar a aliança proporcional. O encontro teria tido a presença também de Felipe Maia (que já havia se reunido com Rosalba nesta semana), Getúlio Rêgo e José Adécio.

Mesmo sem comunicado oficial, em João Câmara já havia ficado clara a vontade de Agripino de buscar a aliança com os peemedebistas. No discurso, o senador, praticamente, repetiu o que tem pregado Henrique, que a união é o melhor caminho para o RN.  “O Rio Grande do Norte é um estado pequeno, cheio de problemas e precisa contar com a união das forças dos homens e das mulheres que, realmente, tem força para trazer de Brasília a solução para os nossos problemas”, disse Agripino, durante a inauguração do Centro de Abastecimento Municipal Luiz Antônio Vieira da Câmara, o novo mercado público da cidade.

Além disso, é importante lembrar que na entrevista concedida ao portalnoar.com na semana passada, o próprio Henrique Alves já tinha dito que estava “esperando” o DEM resolver suas questões internas e não descartou receber o apoio. “A questão do DEM, até por respeito ao presidente nacional, o senador José Agripino, estamos aguardando que o partido resolva lá seus problemas, tem a candidatura da governadora Rosalba que não sei como ela vai caminhar, mas acho que é hora de respeitar o partido, que vai ter sua discussão interna, definir seu caminho e, portanto, não tenho nada a acrescentar”, afirmou o pré-candidato ao Governo.

Motivações

Não é por acaso que o DEM deverá largar Rosalba Ciarlini, sua única governadora atualmente. Além das qualidades e influência de Henrique como presidente da Câmara dos Deputados, apoiar o PMDB significa, para o Democratas, a chance de manter seus espaços conquistas nas casas legislativas estadual e federal. Isso porque, na aliança de Henrique, o partido de Agripino poderia se aliar ao PSDB e a outros partidos “irmãos”, possibilitando a conquista de um coeficiente maior, que permitiria eleger mais nomes.

A outra opção que o DEM teria além de apoiar Henrique seria continuar ao lado de Rosalba Ciarlini, contudo, a governadora, além de sofrer com um alto índice de rejeição, amarga também condenações na Justiça Eleitoral que a tornaram inelegível por oito anos. Dessa forma, para ser candidata, Rosalba teria que reverter judicial as condenações sofridas no Tribunal Regional Eleitoral.

Além disso, a essa altura da disputa eleitoral, se lançar Rosalba candidata, o DEM deverá ter o apoio apenas do PP e, talvez, do PMN, rendendo a ela pouco tempo de televisão e, também, uma considerável falta de opção para as chapas proporcionais, dificultando a reeleição de seus parlamentares.

Trocando em miúdos, escolhido o PMDB, o DEM está preferindo ter um pássaro na mão (a reeleição dos deputados), do que ver dois voando (reeleger Rosalba e, talvez, os seus parlamentares)

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